30.08.26 - 14:4130.08.2026 - 14:41·6m6 minutes de lecture·
Par Diniz
FX Momochi: "Me descobri muito como pessoa nesse ano"
Jogador fez um balanço de seu primeiro ano no Tier 1 e falou sobre as dificuldades enfrentadas pela equipe no segundo split
🇵🇹Português
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"Eu acho que a nossa força de vontade em grupo não era suficiente nem para o dia a dia de uma scrim"
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O encerrou sua participação no segundo split do CBLOL 2026 após uma campanha de altos e baixos ao longo do ano, após a equipe ter sido derrotada pela . Depois de terminar o primeiro split na quarta colocação, a equipe não conseguiu repetir o desempenho na segunda etapa do campeonato e terminou eliminada após uma sequência de derrotas na fase regular.
Em entrevista exclusiva ao Sheep Esports realizada neste sábado (29), Gabriel “” Sousa fez um balanço de seu primeiro ano disputando o Tier 1 brasileiro e falou sobre a diferença de desempenho do Fluxo W7M entre os dois splits. O jogador também abordou os problemas enfrentados pela equipe nos treinos, o impacto da sequência de derrotas em seu psicológico e as principais lições que pretende levar para a próxima temporada.
Como você avalia seu primeiro ano no Tier 1 e a temporada de 2026?
Gabriel “Momochi” Sousa: “Eu queria que fosse algo que sempre almejei. Eu sabia que tinha nível, mas queria muito que fosse diferente. O primeiro ano você só tem uma vez, então o melhor do ano, só tem uma chance de fazer. Eu queria que fosse bem melhor, mas é a vida. Infelizmente a gente perdeu aqui. No primeiro split, a gente até sentiu que atingiu um certo nível bom, mas acabamos perdendo para a LOUD. No segundo split, a gente foi para o bootcamp e ele foi muito bom. Caiu o mesmo calendário de novo, começando contra a e terminando contra a LOUD. A gente pensou: “Poxa, pode ser meio que o mesmo roteiro, só que a história é diferente agora”. E não foi. Acho que, no segundo split, a gente começou mais tarde que todo mundo. Os treinos eram ruins. Não lembro de algum treino bom assim, nas últimas duas semanas. Tivemos alguns treinos bons, mas a grande maioria do split foi muito ruim. Não é nem questão de perder ou ganhar a partida ou a scrim, é sobre desenvolver algo que faça sentido. Nosso time não tinha resiliência para voltar numa série, para voltar de uma play ruim. A gente não tinha paciência. É só resultado de a gente estar pagando com nossos pecados esse split.
Da minha parte, sinceramente, no primeiro split eu vim muito com a mentalidade de aprender e absorver a experiência que eu tinha dos meus teammates, porque todo mundo ali era muito experiente. Até mesmo o (Pedro Curty), que já estava há um ano no Tier 1. No segundo split, eu meio que tinha entendido o meu papel no time e aí eu tentei muitas coisas no dia a dia. Mas chegou um ponto que eu não sabia mais o que fazer. Eu já tinha tentado tudo praticamente. Então, nesse segundo split eu fui me perdendo.
O que mudou do primeiro para o segundo split para o Fluxo W7M ter uma queda tão grande de rendimento?
Momochi: Eu acho que existem times — tenho certeza — como a , que ganhou, e a LOUD, que ganhou, eles também já falaram no passado que os treinos eram ruins, mas ainda assim no stage os caras viravam o demônio. Nosso caso não chegou nem a ser isso. Os treinos eram ruins, as partidas no stage eram ruins. Eu acho que cada time tem uma força de vontade do grupo. Por exemplo, a LOUD que está top 1 agora, e a que começa mal e depois vai melhorando. Só que todo mundo tem que somar isso, sabe? Não adianta só uma pessoa. Por exemplo, a LOUD não pode ser só o (Enzo Candido) que está chegando agora e está com essa vontade. Tem que ser o (Guilherme Rabelo), que estava no Tier 2, querendo se provar de novo, ou o (Matheus Ferreira), que entrou no meio do split, querendo mostrar que tem nível bom. O (Carlos Ferreira) tem que se provar de novo para não falarem que ele só ganhou na Copa CBLOL, o (Lucas Fé) também. Estou falando de time. É força de vontade de grupo e, no nosso grupo, eu acho que não tinha. Isso reflete no dia a dia, no stage, o quanto você se doa para fazer as coisas, o quanto você se importa. Eu acho que a nossa força de vontade em grupo não era suficiente nem para o dia a dia de uma scrim. E mesmo com o stage sendo mais importante que tudo, ainda assim, a nossa força de vontade não aumentava.
Como a sequência de derrotas afetou seu psicológico e o ambiente do time?
Momochi: Com certeza afetou. Você começa a duvidar de si mesmo. Eu, por exemplo, na minha carreira sempre fui a pessoa que, quando está dando merda, tento transformar em motivação e jogar mais solo queue, assistir mais VOD, tentar conversar mais com os teammates e tal, mas acho que esse pleito não foi suficiente. Em questão de grupo, a gente foi meio que abandonando. Não sei se a palavra é abandonando, mas acho que até o Guchi (Andrés Castro) já falou na coletiva, meio que queríamos acabar rápido e ir para casa, basicamente. É difícil, porque as pessoas que estão de fora não entendem exatamente o que está passando, mas até eu que estou de dentro, às vezes não entendo. É realmente muito estranho. A gente tem a nossa equipe de psicólogos. Se a gente precisasse de algo, eles sempre estavam ali para a gente conversar. Eu também tenho a minha psicologia individual. Acho que eu tentei lidar da melhor forma com as dificuldades do split, mas infelizmente não deu.
Quais são as principais lições de 2026 que você pretende levar para 2027?
Momochi: Eu tenho muita coisa para levar para um próximo ano, que eu não sei o que vai acontecer, mas é tentar ser mais eu. Eu me descobri muito como pessoa nesse ano. A pessoa que posso ser no stage, a pessoa que posso ser nos treinos e o quão competitivo posso ser dentro e fora do jogo. Tem tanta coisa que eu não consigo nem citar, porque foi um ano de muita coisa que eu passei na minha cabeça, muita experiência, muita coisa para aprender, para rever, dentro e fora de jogo. Então, eu acho que o Momochi que chegou no primeiro split com certeza não é o mesmo, nem um pouco. Basicamente, eu tenho que rever tudo, todos os dias do meu ano, e tentar aprender o que eu poderia ter feito melhor."
