31.08.26 - 13:5831.08.2026 - 13:58·5m5 Minuten Lesezeit·
Von Diniz
"Eu também quero criar minha história aqui", diz Namiru sobre legado na mid lane da paiN
Após estreia no CBLOL, mid laner fala sobre adaptação ao Tier 1 e legado da posição na paiN
🇵🇹Português
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"Estou nesse momento de agarrar essa oportunidade e fazer virar"
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A promoveu Daniel “” Lisboa ao elenco principal para a última partida da fase regular do CBLOL 2026. O mid laner fez sua estreia no Tier 1 brasileiro contra a neste domingo (30), em sua primeira experiência disputando uma partida no palco diante do público. A equipe perdeu pelo placar de 2-1.
Em entrevista exclusiva ao Sheep Esports, Namiru falou sobre a ansiedade antes de sua estreia, o processo que levou à sua promoção e a adaptação ao elenco principal. O jogador também comentou sobre a responsabilidade de ocupar uma posição que já pertenceu a grandes nomes da história da organização.
Como você está se sentindo após fazer sua estreia no CBLOL?
Daniel “Namiru” Lisboa: “Estou me sentindo bem animado. Até mesmo antes do jogo, eu estava me sentindo confiante, estava animado para jogar. Eu fiquei uns três dias sem dormir, porque eu estava ansioso para conseguir jogar aqui. Foi a minha primeira experiência jogando em stage, eu nunca tinha jogado stage em lugar nenhum, então foi realmente a minha estreia em um lugar com público. Agora, no pós-game, fica aquele gostinho amargo de que a gente podia ter ganho. A gente chegou no Nexus e não deu GG. Mas eu continuo com a mesma mentalidade, ainda estou bem animado para jogar o CBLOL. Agora a gente vai ter os playoffs, e eu quero continuar treinando e manter.
Como aconteceu o processo que levou à sua promoção para o elenco principal?
Namiru: A gente já tinha algumas conversas há um tempo. Querendo ou não, sempre existiram rumores fora da organização como “o Namiru vai subir”, mas eu sempre estive focado em jogar o Academy junto com o meu time. Eu não estava com a mente lá no CBLOL, tava preocupado em performar onde eu estava e ajudar todo mundo. Mas, a partir do momento que eu soube que eu ia jogar o CBLOL, eu fiquei bem animado. A notícia meio que veio do nada. Eu fiquei sabendo e voltei para São Paulo, porque eu tinha ido ver minha família um pouco. Quando eu cheguei lá, o coach do Academy, o Paivaa (Vitor Augusto), tava acompanhando os treinos, então ele me ajudou bastante também. Deu essa sensação de conforto junto com quem já estava lá, porque eu já era meio acostumado com a galera do CBLOL. Eu sempre trocava ideia com todo mundo, sempre fui amigo deles ali.
Como tem sido trabalhar com a comissão técnica do elenco principal nesse período de adaptação?
Namiru: A comissão sempre analisou o Academy, mesmo quando o Xero (Sin Hyeok) ainda tava lá. Como eu te disse, eu sou bem acostumado com o pessoal do CBLOL, então sempre conversei com o Xero, com o Sarkis (Matheus Guimarães). Eu já falava com o (Marcos Santos), com o (Kim Joon-cheol), sempre interagi com todo mundo. Eu nunca deixei eu só jogar e pensar “se eles vierem, beleza, se não vierem, não”. Todo mundo tem o seu time, então todo mundo trabalha todo dia, não dá para estar lá o tempo inteiro. A gente também, se quer ajuda, tem que correr atrás deles. Sobre a minha experiência com eles, tá sendo muito boa até o momento. O nosso time é muito tranquilo, nosso grupo é muito bom. Eu cheguei e fui acolhido bem rápido. Todo mundo é muito tranquilo. Então acho que a minha adaptação vai ser boa. Eu não tive tanto tempo assim ainda com eles, mas acredito que nas próximas semanas os nossos treinos já vão ser melhores e a gente vai conseguir performar.
Você é o quarto mid laner brasileiro da história da paiN. O que significa pra você ocupar uma posição que já pertenceu a grandes ídolos da história da organização?
Namiru: Eu tenho uma responsabilidade muito grande nesse sentido, já que os três mid laners brasileiros da paiN foram players muito grandes para o cenário e para a organização. Eu também acho que essa responsabilidade não é algo que eu tenho que sentir muito e me pressionar para ficar pesando na minha mente. É algo que eu fico muito feliz de ter, porque é a história da organização. Eu respeito muito a história deles. Como eu já disse, eu me inspirava nos três. Os três são inspiração aqui no Brasil, são ótimos mid laners, já foram. Eu também quero criar a minha história aqui dentro. Hoje foi a minha estreia, foi a minha primeira série jogando, e eu espero poder mostrar performances ainda melhores nos próximos games, próximos dias e semanas.
paiN Namiru durante sua estreia no CBLOL 2026. Foto: Bruno Alvares/CBLOL
Você sente uma responsabilidade de continuar esse legado?
Namiru: Sim, eu sinto isso. Eu acho que até mesmo para o Brasil em si, eu não quero necessariamente me limitar aqui. Eu quero ser um bom mid laner para fazer o cenário voltar a ser o que era e realmente crescer, porque era muito legal. Tinha muita interação, tínhamos grandes ídolos. Apesar de eu sentir essa responsabilidade, não é algo que eu acho que tenho que pesar. Não quero ficar com isso na minha mente, focando em “se eu não performar, acabou”. Eu não acho que é assim. Mas ela existe e eu vou agir de acordo.
Você acredita que essa foi a hora certa para chegar ao Tier 1?
Namiru: Eu acredito que sim. Cheguei a falar isso antes, mas acho que estar pronto para jogar o CBLOL em si é um pouco relativo. É muito sobre a sua mentalidade, porque você pode estar performando no Academy, mas se jogar o CBLOL e não tiver uma mentalidade para conseguir se adaptar ao ambiente, é bem capaz que você não consiga performar. Por isso que eu estava falando que é muito fácil jogar com o time que eu tenho, porque o grupo é muito tranquilo. A minha adaptação nesse sentido é muito mais fácil. Acho que eu já tava com essa mentalidade de “se eu subir, tô pronto para jogar”. Eu também sei que a gente não escolhe a oportunidade. É simplesmente algo que surge e a gente tem que agarrar. Então, estou nesse momento de agarrar essa oportunidade e fazer virar.
O que você acha que ainda precisa melhorar para se manter no Tier 1?
Namiru: Eu acho que, principalmente, o meu mapa. Preciso melhorar a minha mentalidade sobre as coisas que eu devo focar de verdade. Um exemplo bobo é escolher entre uma wave ou jogar um Scuttle com o meu time. Isso é algo que deve ser óbvio, que eu vou jogar o Scuttle. Mas, por hábitos anteriores, às vezes eu ia priorizar a minha wave. Isso pesa. Pode ser uma decisão pequena, como nesse exemplo do Scuttle, mas eventualmente pode vir a ser algo grande. São essas microdecisões de mapa que eu acho que estou pecando e vão importar bastante para eu melhorar no Tier 1. Também acho que a minha lane pode melhorar bastante. Hoje eu já comecei jogando contra um mid laner forte, que é o (Jeong Jo-bin). Na minha cabeça, os dois melhores são Mireu e (Jeong Seong-hoon). Eu consegui jogar bem contra o Mireu, mas ainda tô insatisfeito. Acho que dá para melhorar bastante.
Como você enxerga seu papel nos playoffs após ter apenas uma partida de fase regular?
Namiru: A minha chegada foi bem recente. A gente só treinou dois dias nessa semana. Como eu já disse uma vez, esse tempo de adaptação que a gente vai ter agora nessa semana de treino vai ser muito importante, porque eu cheguei querendo novos ares para a equipe, tipo “a gente tá confiante, vamos para cima”. Eu acho que deu para ver um pouco isso nessa série. Acho que até me passei em algumas decisões, porque eu estava muito confiante, querendo jogar. A próxima semana de treino vai ser muito boa e eu quero continuar confiante para que, quando chegarem os playoffs, a gente possa ter uma boa performance em equipe e mostrar isso no stage.”
